... Há alguns muitos anos atrás, trabalhando numa agência
referência no mercado de eventos, vez ou outra eu ouvia
ao longe o tocar de um sino frenético. Nas primeiras badaladas
estranhei e pensei: - não tem Igreja por aqui como pode
um sino tocar às 14h30 do nada? Como sempre estava ao telefone,
fazendo meu RSVP, demorei em entender que este era o momento
mais importante da agência. O fechamento de um novo job.
Sendo assim, ficava ansiosa para ouví-lo, afinal, uma nova
badalada poderia significar uma nova oportunidade para mim
também, porque na condição de freela, um dia o trabalho
acaba. E todo dia nós, eu e o sino, esperávamos ansiosos
para sermos lembrados.
Hoje, na Teleeventos, não é diferente. Temos,
eu e o sino, uma relação de cumplicidade. Ele fica à minha
porta esperando para ser acionado e eu, diariamente, em busca
de cumprir minha missão. Tem sido assim nestes últimos 12
anos, eu e o sino, um desafiando o outro. Difícil não gostar
disto.
Sueli Dias
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